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Quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Drones: pulverização em hortifruti e grãos

Usar drones para pulverização tem se tornado uma das opções oferecidas por empresas e utilizadas por produtores em várias regiões do Brasil.

Em Curitiba, na ALSV Agro, o diretor, André Veiga, comenta que os trabalhos da empresa neste setor iniciaram com o monitoramento de áreas e, mais tarde, com o uso de drones para pulverizações. O serviço, observa, começa analisando as áreas com fotos de câmera multi espectral que utiliza o índice NDVI: “Esse índice vê a reflectância de clorofila da planta. A gente consegue verificar onde a vegetação está mais saudável, menos saudável, onde tem possível infestação de ervas daninhas, de insetos, possível estresse hídrico”.

Havendo necessidade, a segunda etapa é a aplicação, total ou localizada. O diretor pontua que a decisão é técnica, sendo tomada pela empresa, assistida por um agrônomo, e pelo produtor, levando em conta vários fatores, como grau de infestação na cultura, a freqüência de aplicação e o tamanho da área, entre outros: “Normalmente, a pulverização total a fazemos em áreas um pouco menores, porque a capacidade do tanque do drone é limitada, de 10 a 15 litros”, disse Veiga, especificando que a empresa tem trabalhado nesta modalidade em batata, banana, maçã, uva, alho, cebola, tomate e milho. Nas localizadas, completou, em soja, trigo e aveia.

Ele acrescenta que, a seu ver, pulverizar localmente é um dos diferenciais: “por que normalmente não existe a cultura de se fazer a pulverização localizada? Porque dificilmente um produtor vai colocar um trator de duas, cinco, 10 toneladas, no meio de uma lavoura, para fazer uma aplicação em 10 m², 100 m², um hectare. Já o drone tem essa capacidade. Ele não vai gerar um amassamento ao longo do caminho, tornando inviável a aplicação localizada”.

Nos equipamentos, que operam com ultra baixo volume de água, Veiga recorda que ajustes são realizados para manter a eficiência da gota: “Você simplesmente altera o tamanho de bico, a pressão da bomba, para gerar uma pressão proporcional num bico com vazão menor, para que o volume, o DNV, o tamanho das gotas permaneça o ideal para aquele tipo de aplicação”. Porém, a quantidade dos defensivos se mantém, seguindo a recomendação para cada finalidade: “É extremamente importante lembrar que o volume que vai aplicado de produto não se altera. A quantidade de princípio ativo do inseticida, herbicida, fungicida, continua sendo exatamente igual àquela que se utiliza no avião, no trator ou no costal”.

O vento produzido pelas hélices é outro fator que em sua análise contribui com a aplicação: “Esse vórtice, abre bastante a cultura, jogando também as gotas desde a parte do topo da cultura até o baixeiro”.

Ele também assinala que, no caso da empresa, a estrutura está voltada a apoiar e otimizar o trabalho, com caminhão tanque e automação de abastecimento do drone: “Essas coisas permitem que se utilize três aeronaves, três pilotos e uma pessoa de suporte no solo, o que faz com que a gente aumente bastante a nossa capacidade de área por hora”. Atualmente, segundo disse, este alcance é de 20 hectares/hora utilizando três aeronaves.

 

 

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