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Segunda-feira, 26 de abril de 2021

Cooperaliança: sonho realizado!

Em meio à desafiadora situação que o Brasil e outros países tem vivido desde o início do ano passado, devido à pandemia,a Cooperaliança Carnes Nobres festejou a conclusão, ainda no primeiro trimestre de 2021,da maior realização, até agora, em seus 14 anos de história: no último dia 27 de março, inaugurou suas novas instalações, fruto de um investimento de cerca de R$ 75 milhões,numa área de mais de 21 mil m², situada no distrito de Entre Rios (próximo à Colônia Samambaia).O local abrange um frigorífico dentro de modernos padrões tecnológicos, além de todos os departamentos – o que faz do espaço o novo endereçoda marca que tem se consolidado, no Paraná, como uma das referências em seu segmento.

Tendo procedido em janeiro e fevereiro a operações em caráter experimental, com uma fase de ajustes de equipamentos, e iniciando em março as atividades comerciais, a indústria torna real um antigo sonho da cooperativa, fundada em 2007 e que hoje conta com 177 cooperados não só em sua região, mas em todo o Paraná:ter uma estrutura própria e para o abate de animais.Ao mesmo tempo, concretiza a proposta que a Assembleia Geral Ordinária da Cooperaliança, de 2014, apresentou aos cooperados, que na ocasião deram à diretoria sinal verde para o início do projeto.

Hoje, em tempos de distanciamento social,ainauguração teve que ser restrita, apenas com a presença de diretores e divulgada ao quadro social por meio de uma transmissão ao vivo na internet, logo após a AGO deste anoocorrida na manhã daquele dia, no local.

Mas nem por isso foi menor a alegria: depois de descerrarem juntos a fita inaugural na porta principal das novas instalações, o presidente da Cooperaliança, Edio Sander, e a vice, Adriane Thives Araújo Azevedo, realizaram pronunciamentos em que enalteceram a importância do projeto e a participação dos cooperados.

Na sequência, Sander conversou com a REVISTA DO PRODUTOR RURAL:“Para nós, hoje é um momento único, importante, de alegria, porque trabalhamos muitos anos, juntamente com os demais diretores e todos os cooperados. É um sentimento de realização. Um sonho que tivemos lá em 2013, 2014. Levou anos para realizar, mas hoje temos uma realidade. Então isso para nós é muito gratificante”.

Conforme destacou, a principal meta do projeto foi dar à cooperativa, que já tem a chancela do Serviço de Inspeção do Paraná (SIP), condições de obter também a do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e, com isso, estar em condições de buscar mais clientes, não só no Paraná, mas em todo o Brasil: “Esse é o objetivo maior, de conseguirmos atingir novos mercados, com um novo serviço de inspeção, federal”, assinalou, com a alegria de quem havia anunciado, mais cedo, na AGO, que naquela data a cooperativa, já contando com o SIF,realizava seu primeiro embarque de carne bovina para o estado de São Paulo.

O presidente da Cooperaliança acrescentou que o novo local de trabalho traz ainda uma melhoria para a rotina do dia a dia, tanto da direção quanto dos clientes e colaboradores. Segundo recordou, até a mudança para sua sede, no final de 2020, o trabalho ocorria em dois escritórios, em locais diferentes e distantes, com o Projeto Ovinos em Guarapuava e o Bovinos, no distrito de Entre Rios (Colônia Vitória):“Hoje, aqui, todos no mesmo espaço físico, facilitou bastante”. Também em entrevista após a inauguração, a vice-presidente da cooperativa fez um agradecimento: “O sentimento que se traduz hoje é o de gratidão, a todos que se dedicaram de corpo e alma a esse projeto, que não mediram esforços para que tudo acontecesse da melhor forma como tínhamos planejado”, disse Adriane.

Ela ressaltou que o projeto foi uma iniciativa bem analisada pela cooperativa: “É um projeto muito audacioso, mas também muito pensado, avaliado, e que só foi realmente colocado para a apreciação dos cooperados porque vimos que ele era viável”.

Adriane lembrou que a caminhada que levaria à realização festejada naquele dia foi um anseio que se concretizou: “O projeto partiu como um sonho e hoje ele é uma realidade. Então, o nosso desejo é dividir com o cooperado esse sentimento, essa sensação de vitória na conclusão da obra, é querer partilhar, porque a cooperativa é de todos nós”, afirmou, referindo-se ao mesmo tempo à decisão de fazer a inauguração via internet para o quadro social. Aquela opção, detalhou, foi a escolhida pela diretoria porque, diante da pandemia, não há como ter uma previsão de quando se poderia promover uma cerimônia nos moldes normais: “Achamos que o momento era oportuno, porque não dá para ficar adiando e estamos nesta incerteza”.

Ao comentar o trabalho da Cooperaliança daqui para frente, Adriane, assim como Sander, antevê que o nível tecnológico do frigorífico própriopermite que a cooperativa tenha condições ainda melhores para buscar ampliar uma carteira de clientes de cortes de carnes de bovinos e ovinos que, segundo contabiliza, hoje gira em torno de 200: “Os que mais se identificam conosco são as casas de carne gourmet, por conta da nossa qualidade, que possibilita cortes especiais, com altíssimo valor agregado. Agora, com a indústria, estamos expandindo nossas operações para os estados de São Paulo e Santa Catarina. Em específico, as capitais, que têm um público diferenciado, apreciador de qualidade. Acreditamos que teremos forte abertura de mercado”, festejou.

Outros membros da diretoria da Cooperaliança, presentes à inauguração, se mostraram igualmente emocionados.Hermes Naiverth descreveu a ocasião como o coroamento de um projeto que começou há alguns anos: “É um sentimento de alegria, de realização, depois de anos de trabalho e planejamento, de estudo. É uma pena que não pode ser compartilhado (de forma presencial) com todo mundo, mas é um momento de festa e a gente se sente muito feliz e muito realizado com tudo isso. E agora começa uma nova etapa, uma nova luta, que precisamos vencer juntos”, declarou à REVISTA DO PRODUTOR RURAL.

Ciro Dellê vê o frigorífico como uma conquista: “É um sentimento misto de muita alegria de um trabalho que vem sendo feito há anos e nesse momento está se concluindo. É uma conquista de todos nós e que a gente tem que realmente, agora, ficar feliz. De outro ladotambém,é um momento de muita responsabilidade, porque é uma mudança de trabalho, um desafio muito grande, mas esperamos que a diretoria, junto com os cooperados, consiga novamente vencer esta missão”.

SilvinoCaus enalteceu o projeto epontuou queem seu início não se imaginava que alcançaria as atuais dimensões:“Quando se começou a sonhar em ter uma indústria própria, jamais imaginava que teria o que temos hoje. Para nós é uma emoção muito grande e eu acho que todo cooperado deveria vir aqui, ver comoficou a obra e o que a gente tem a nossa disposição para fazer com que a nossa produção seja valorizada. Afinal de contas, isso aqui é do cooperado. Ele tem que vir aqui, conhecer, para poder valorizar isso e falar a outras pessoas. Oque a gente pode dizer a respeito disso: que é um momento de muita satisfação e de realização, que é uma coisaque a gente jamais imaginou que chegaria a esse ponto”.

Para Roberto Hyczy, entra para a história da cooperativa o fato de haver conseguido concluir o projeto numa conjuntura em que o mundo e o Brasil se viram diante dos desafios trazidos pelo coronavírus, mas também em que o agro brasileiro vem realizando grandes exportações: “O momento é histórico, não só pela inauguração aqui da nossa indústria e do nosso espaço administrativo, nesse início de 2021, mas também pelo cenário atual que a humanidadevive, fruto da pandemia, de novos acontecimentos internacionais e que fizeram a pecuária e o grão produzidos no Brasil serem fortemente exportados”.

O diretor comentou ainda como vê as perspectivas de mercado: “É um cenário muito interessante, muito desafiador e de grande expectativa, de todos nós que participamos da cooperativa, porque estamos vivendo uma pecuária muito diferente daquilo que todos nós aprendemos no passado e daqui para frente vai ser cada vez mais competitiva – e que tem tudo a ver com o perfil da Cooperaliança, que está inaugurando uma indústria moderna, capaz de exportar carne, e com todas as suas autorizações possíveis, para o exterior”.

Já Alceu Sebastião Pires de Araújo disse que a inauguração tinha, para ele, um sabor especial. Explicando que foi encarregado de acompanhar a construção do projeto, relatou sua satisfação de ver concluído o trabalho: “Além de gratificante, é muito emocionante. Para mim que, como diretor, fiquei responsável pela condução, pelo acompanhamento mais de perto da nossa obra,o sentimento de desafio foi pleno, em tempo integral, porque tivemos muitos momentos de repensar todo o projeto. É um momento assim indescritível, de muita emoção, e de sentimento de dever cumprido. O desafio foi aceito e está sendo entregue com a colaboração e o entendimento dos nossos cooperados, que perceberam as necessidades de alongamento no final da obra, de todo esse momento difícil que a gente passou agora. A palavra para definir tudo isso é emoção”.

Para outro diretor, a inauguraçãotrouxe um sentimento sem igual. Herbert Schlafner explicou o porquê: “Esse local da construção pertencia a nossa família e foi vendido para a Cooperaliança. Mas nunca imaginávamos que fosse construída uma obra tão grandiosa. Então, é muito gratificante ver o nosso sonho e o dos cooperados realizado”, comentou emocionado.

Realizações e emoções à parte, os números de um trabalho conjunto de cooperados e colaboradores já vem posicionando a Cooperaliança há alguns anos como um dos destaques no quadro da pecuária de corte no Paraná. Em fevereiro de 2020, ainda antes dos efeitos do coronavírus no Brasil,a cooperativa, de acordo com seu Relatório Anual 2020, foi uma das convidadas da OCEPAR para participar do estande que a entidade do cooperativismo paranaense montou no Show Rural Coopavel. E pouco mais de um ano depois, na AGO do último dia 27 de fevereiro, a diretoria ressaltou números que refletem o engajamento de toda a equipe: se em 2020 – um ano notoriamente difícil para a maioria esmagadora dos setores econômicos – o resultado líquido ficou abaixo do planejado, com R$ 6,59 milhões, frente a R$ 8,25 milhões, a receita operacional líquida alcançou R$ 162,5 milhões, ante os R$ 129,6 milhões de 2019, num crescimento de 25,39%.

Assim, com base em tecnologia, planejamento e com uma disposição do tamanho do agro para inovar e enfrentar intempéries da economia, a cooperativa abre as portas de sua indústria para o mercado brasileiro. Afinal, para ela, o futuro já chegou.

 

Cooperaliança – Números da produção 2020*

(*Segundo dados do Relatório Anual 2020)

Sede:

PR 170, km 395, s/nº - Entre Rios – Guarapuava (PR)

EBITDA

R$ 7,8 milhões

Faturamento bruto

R$ 164 milhões

(Crescimento de 25,79% sobre 2019)

Animais abatidos

Bovinos: 26,8 mil

Ovinos: 6,4 mil

Colaboradores: 161

Cooperados: 177

Municípios com cooperados: 62

Municípios com clientes: 61

Difusão de conhecimento técnico visando qualidade e rentabilidade

Desde seu surgimento, no ano de 2007, em Guarapuava (PR), a Cooperaliança decidiu apostar num modelo de pecuária de corte com base em um conceito: a opção poruma produçãovoltada à rentabilidade da atividade e à qualidade produto final.Ao mesmo tempo em que o quadro social aumentou, a cooperativa passou a realizar iniciativas para consolidar cada vez mais seu sistema, como assistência técnica.No âmbito do Projeto Bovinos, tem levado aos cooperados informação sobre tecnologia de manejo, com palestras e dias de campo em Guarapuava e propriedades da região. Com aquele mesmo objetivo, em 2019, lançou e realizou a 1ª Expedição Cooperaliança. A atividade consistiu num tour técnico por propriedades de pecuária de corte de cooperados, em diferentes regiões do Paraná, promovendo também uma troca de experiências entre os participantes. No mesmo ano, a Cooperativa participou da 1ª edição da Agropec, um evento que a Sociedade Rural Guarapuava promoveu, de 16 a 20 de outubro daquele ano, no Parque Lacerda Werneck, com foco em tecnologia agropecuária e voltado a produtores rurais. Na programação, a cooperativa promoveu seu 4º Ciclo de Palestras, enfocando questões como IATF para aumento da rentabilidade, eficiência na cria e confinamento, entre outros.

No Projeto Ovinos, as ações têm buscado igualmente a eficiência técnica, qualidade e a rentabilidade dos cooperados. Para isso, a Cooperaliança vem promovendo, há anos, as Tardes de Campo de Ovinos, em propriedades da região, e o evento anual Ovinotec, que traz uma série de palestras com especialistas em vários aspectos ligados à ovinocultura. Para divulgar ao público a carne de ovino, a cooperativa promoveu anualmente, de 2007 até 2019 (último ano antes da pandemia) o Festival do Cordeiro Cooperaliança, um jantar com cardápio preparado por chefs renomados, para mostrar as possibilidades de se utilizar o produtor em receitas sofisticadas. Também na Agropec, o Projeto Ovinos participou, com palestras sobre assuntos como nutrição, seleção de animais e reprodução, entre outros, além de um Balcão de Negócios.Nas fotos, um pouco desta história, registrada pelas lentes da reportagem da REVISTA DO PRODUTOR RURAL.

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